Mistérios Brasileiros Famosos

Mistérios que ficaram bastante conhecidos aqui no Brasil. Muitos deles são bastante intrigantes, outros porém parecem mais algum tipo de desinformação que gerou lendas, todavia, não deixam de serem interessantes.

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O Mapinguari

 

Um dos temas mais comuns nesse tipo de literatura controversa é o que trata dos animais desconhecidos. Existe até uma “ciência” (ou pseudociência) que trata do assunto: a criptozoologia. Estamos acostumados a ouvir falar do monstro do lago Ness, do abominável homem das neves ou do pé-grande. Nosso representante mais proeminente nesta categoria é o lendário Mapinguari.

Segundo a lenda indígena seria um monstro com mais de dois metros, todo peludo que ataca as pessoas no meio da selva amazônica. Em algumas versões ele tem apenas um olho, em outras tem uma boca na barriga. O que importa é que existem vários relatos de encontro com o bicho. Em 1994 pelo menos cinco índios foram atacados por ele na aldeia de Esperança, município de Feijó, no Acre

Embora possa parecer uma história de um parente do Pé-grande ou do Yeti, o Mapinguari é sempre descrito como não humanóide. O mais conhecido pesquisador da criatura, o biólogo David Oren, defende a tese de que o Mapinguari seja uma preguiça gigante, animal considerado extinto a pelo menos 10000 anos. Outros acreditam que seja uma espécie desconhecida de tamanduá gigante. E existe claro a teoria de que é tudo invenção dos índios e do povo que vive na floresta… Também há uma versão Argentina do Mapinguari, que viveria na Patagônia. Existe até uma pele encontrada por lá em 1895.

Sumé, o primeiro “civilizador” do Brasil

Segundo a lenda indígena Pay Sumé veio do mar assim como Dagon para os Filisteus. A diferença é que enquanto Dagon era metade peixe e metade homem, Sumé era um homem branco e barbudo vestindo uma roupa longa e branca. E é aí que está o problema: Um homem peixe é mais fácil de desmentir que um homem branco e barbado. Seria um indicativo de contato com o velho mundo antes da chegada de Cabral? 

Essas descrições foram colhidas por vários europeus por quase toda a América do Sul. Os relatos dão conta que ele ensinou aos índios os princípios da agricultura como o cultivo da mandioca e da erva mate. E tudo ia bem até que ele resolveu dar pitaco sobre a poligamia e o canibalismo. Os índios não gostaram nada da idéia e botaram ele pra correr. Ou segundo Hans Stadem (“Viagemao Brasil”): “Misterioso personagem que veio do mar (…) e nessa direção desapareceu depois que, molestado por alguns, se desgostou e deu por terminada a sua missão de legislador e mestre de todos eles…

” Depois disso seu paradeiro é incerto. Alguns dizem que voltou para o mar e outros que seguiu rumo aos Andes e no caminho foi abrindo o grande Peabiru. Suas pegadas poderiam ser vistas em várias pedras usadas para marcar a estrada (“O pezão de Sumé” segundo Macunaíma). Ao chegarem por aqui os catequizadores tiveram a brilhante idéia de dizer que Sumé não era outro senão São Tomé, para facilitar a conversão da indiada.

O documento 512

O manuscrito que traz o numero 512 na Biblioteca Nacional é descrito como “Relação histórica de uma occulta e grande povoação antiquissima sem moradores, que se descobriu no anno de1753”. Ele relata uma expedição de bandeirantes pelo interior da Bahia. Segundo o texto, em forma de carta, ao chegarem a uma montanha brilhante (por possuir muitos cristais de rocha) os bandeirantes avistaram uma grande cidade.

Claro que eles foram até lá só para descobrir que a cidade estava desabitada. Havia inscrições nas paredes das casas mas numa língua que não conseguiram identificar. Também viram uma estatua na praça principal representando um homem apontando para o norte. O único objeto descrito em detalhes é uma moeda de ouro com um rapaz ajoelhado num lado e um arco, uma flecha e uma coroa na outra. Infelizmente o nome dos bandeirantes não ficou registrado, nem o paradeiro da moeda. Desnecessário dizer que a cidade nunca foi encontrada. Como não temos muita tradição em caça ao tesouro é provável que ela continue escondida por mais algum tempo.

 

Onde foi parar o Coronel Fawcett?

Além da cidade do documento 512 existiria uma outra na área do rio Xingu. Pelo menos era o que defendia o Coronel Inglês Percy Harrison Fawcett no início do século passado. Como ele chegou a essa conclusão é difícil dizer. Afirma-se que foi por causa de uma inscrição numa pequena estatueta que ele teria recebido de presente de seu amigo H. Rider Haggard (autor de “As minas do rei Salomão”).

A inscrição daria conta de uma cidade de ouro perdida (talvez o lendária Akakor) no Mato Grosso. Embora ele tenha procurado a cidade do manuscrito 512 sua obsessão era a tal cidade do Mato Grosso a qual chamava de Misteriosa Z. E foi perseguindo esse sonho que ele desapareceu em 1925 junto com seu filho Jack e o amigo Raleigh Rimmell. Depois disso mais de 100 pessoas morreram nas expedições que tentaram encontrar o rastro do explorador. Se ele realmente encontrou Z ninguém sabe.

A teoria mais aceita é que os índios Kalapalos tenham matado o explorador e talvez até comido o coitado. Existe até o famoso esqueleto encontrado por Orlando Villas Boas em 1951 e recusado como prova pela família de Fawcett. Outros disseram que ele se enturmou com os índios, tendo inclusive um filho com uma índia. Para os “místicos” (ou malucos), Fawcett teria encontrado um portal para uma cidade intraterrena e por lá ficou. Fora um relato de um encontro com o velho Fawcett vagando por Minas Gerais (!).

A conspiração de Varginha

 

Ah …. o nosso conhecido caso Varginha! A história das três garotas que viram uma criatura estranha rodou o mundo em 1996. O mais curioso deste caso é o fato de que não existe nenhuma evidencia material do ocorrido. O termo “ET de varginha” é incorreto, pois o que teria sido visto era uma criatura encostada num muro. Afirmar que era um extraterrestre é muita pretensão. O problema é que a maioria dos “ufólogos” acham os dedos dos ET’s em todos os cantos.

O que se conta é que depois de ser avistada a criatura teria sido capturada pelos bombeiros e depois levada ao hospital da cidade. Mais tarde levaram o “ser” para um hospital particular e finalmente o exercito tomou conta da situação. Estranhamente o caso pode ter começado bem antes do que se pensa. Alguns meses antes o principal “ufólogo” envolvido na historia escreveu uma carta à revista UFO (pois é, eu lia a revista) dizendo que estava largando as pesquisas.

Sua alegação era de que não acontecia mais nada de relevante na área. Misteriosamente ele voltaria com tudo quando o chamado “Roswell Brasileiro” aconteceu quase na porta de sua casa. Teria sido apenas coincidência? Lembro que na época foram avistados muitos ÓVNI’s no Sul de Minas. Todo dia aparecia uma nova filmagem de uma luz embaçada no Jornal Regional. Quem se deu bem nisso tudo foi a cidade de Varginha.

Ela ganhou uma mascote e um incremento no turismo. Na página da prefeitura existe um “diário do caso” escrito pelo ufólogo citado acima. Lá vemos que o bicho, criatura ou “ser” passa a ser chamado de ET sem que nenhuma evidência de sua origem seja demonstrada. Revendo as reportagens da época dá pra chegar a conclusão de que realmente aconteceu alguma coisa por lá. Talvez saberíamos mais se os ufólogos não tivessem chegado com tanta sede ao pote, acusando os militares e o governo de conspiração. Uma investigação mais séria e principalmente mais discreta teria rendido muito mais.

Akakor 

 

A lenda de Akakor é uma das lendas brasileiras pouco conhecidas por nós. É sobre uma cidade perdida que fica na Amazônia e guarda segredos que podem desvendar as nossas origens.

Akakor (chamado Akator no filme de Indiana Jones) é um reino subterrâneo descrito no livro As Crônicas de Akakor (Die Chronik von Akakor, 1976) do jornalista alemão Karl Brugger, que foi um best-seller dos anos 80, prefaciado por Erich von Däniken. Brugger localizou Akakor entre o Brasil e o Peru, dentro da floresta amazônica, perto da nascente do Purus – um dos locais onde tradicionalmente foi localizado a lendária cidade de Paitíti.

Em 1972, Karl Brugger, correspondente da tevê pública alemã ARD, disse ter conhecido um indígena da selva amazônica que falava alemão. Segundo Brugger, esse indígena, chamado Tatunca Nara, disse ser o rei do povo dos Ugha Mongulala e príncipe de Akakor, uma mítica cidade subterrânea que foi capital do terceiro império das Américas (além dos impérios asteca e incaico).

Segundo Tatunca Nara, sua civilização teria sido fundada em 13 mil a.C. por brancos de cabelo e barba negra-azulada que vieram de um sistema solar chamado Schwerta (possivelmente relacionado ao alemão Schwert, “espada”), mas eram semelhantes a humanos exceto por terem seis dedos(o que é estranho, principalmente por causa da impressionante coincidência de que, de acordo com estudiosos da TE, a expectativa de que nós, humanos, tenhamos outro dedo daqui uns 200 mil anos). Escolheram várias famílias humanas para serem seus servidores e com elas criaram o povo “Ugha Mongulala”: Ugha significaria “aliado”; Mongu, “escolhido”; e Lala, “tribos”. Os “deuses” tiveram relações sexuais com eles e por isso seu povo seria diferente dos demais indígenas do continente e teria pele branca, nariz bem delineado, pomos salientes e maçãs do rosto salientes. Naquele tempo, a terra era plana, não havia montanhas (como na concepção do mundo antediluviano por James Churchward). As cidades mais importantes teriam sido Akakor, Akanis e Akahim.

Akanis foi construída “em um istmo estreito no país que hoje é chamado México”, no lugar onde os dois oceanos se encontram. O mapa a põe no Iucatã, perto de onde se localiza Chichen Itzá.

A segunda cidade seria Akakor, nome que seria derivado de aka, “forte” e kor, “dois”, ou seja, “Segundo Forte“. Ficaria no alto Purus, em um vale elevado nas montanhas da fronteira entre o Brasil e o Peru:

“Toda a cidade está rodeada por uma muralha com treze portões. São tão estreitos que só dão acesso a uma pessoa de cada vez.”

Tatunca disse que a cidade tem um Grande Templo do Sol, contendo documentos, mapas e desenhos que contavam a história da Terra .

“Um dos mapas mostra que nossa Lua não foi a primeira, nem a única na história da Terra. A Lua que conhecemos aproximou-se da Terra e começou a orbitá-la há alguns milhares de anos” (concepção claramente baseada na Cosmogonia Glacial de Hörbiger).

A terceira fortaleza seria Akahim, não mencionada na crônica antes de 7.315 a.C., ligada com Akakor, e situada na fronteira do Brasil com a Venezuela. Esta é uma das localizações tradicionais de outra das mais famosas cidades lendárias da América do Sul, Manoa do Eldorado, com a qual é explicitamente identificada.

A partir dessas três cidades, teriam sido fundadas 26 cidades de pedra, incluindo Humbaya e Patite (Paitíti ?) na Bolívia, Emin, nas zonas baixas do Grande Rio e Cadira (Candire ?) nas montanhas da Venezuela. Mas “todas foram completamente destruídas na primeira Grande Catástrofe, 13 anos depois da partida dos Deuses.”

Os “Pais Antigos” também construíram três recintos religiosos sagrados: Salazere, nas zonas altas do Grande Rio (em um afluente do Amazonas, a oito dias de Manaus); Tiahuanaco, sobre o Grande Lago e Manoa, na planície elevada do Sul. Eram as residências terrestres dos “Mestres Antigos”, proibidas para os Ugha Mongulala. No centro se elvantava uma gigantesca pirâmide, e uma escadaria espaçosa conduzia à plataforma na qual os deuses celebravam cerimônias desconhecidas por seus servos humanos. Seu império teria tido 362 milhões de habitantes: 130 famílias de extraterrestres, dois milhões de Ughla Mongulala e 360 milhões de súditos.

A língua dos Ugha Mongulala seria o quéchua, escrito com 1.400 símbolos. Da civilização de Akakor, teria se originado a cultura de Tiahuanaco e a civilização Inca.

Em 10.481 a.C., os extraterrestres partiram, deixando seu império nas mãos de seu servidor Ina e o orientaram a abrigar os Ugha Mongulala nas cidades subterrâneas para se protegerem da catástrofe. Depois que esta aconteceu, os 360 milhões de súditos se rebelaram, “rechaçaram o legado dos deuses e esqueceram rapidamente seu idioma e escrita. Converteram-se em degenerados”.

A catástrofe de 10.468 a.C. teria sido causada por “outra nação de deuses”, esta de pele avermelhada e pêlo abundante, com cinco dedos nas mãos e nos pés, mas com cabeças de serpentes, tigres, falcões e outros animais.

As “tribos degeneradas” teriam fundado seus próprios impérios e acuado os Ugha Mongulala, cujo líder Urna foi derrotado e morto em uma batalha na montanha de Akai. Seu povo teria se refugiado nas cidades subterrâneas. Os deuses voltaram então a intervir e provocaram uma segunda catástrofe em 3.166 a.C., que seria o dilúvio bíblico.

Os deuses voltaram a visitar os Ugha Mongulala e ficaram com eles por três meses. Fundou-se um novo império centrado em Akakor, com um líder chamado Lhasa, que teria reinado sobre 20 milhões de sobreviventes e fundado Macchu Picchu. Um irmão de Lhasa chamado Samón voou para o leste e fundou seu próprio império. Em 3056 a. C., Lhasa fundou um porto chamado Ofir, por onde comerciava com o império de Samón. Esse império alcançou seu apogeu em 2500 a.C., quando reinava sobre um império de 243 milhões de habitantes. Em 2470 a.C., “Viracocha, o Degenerado”, foi banido de Akakor por razões políticas e fundou Cuzco e a nação inca. Depois, o império começou a enfrentar inimigos e rebeliões.

Em 570 d.C., Akakor estava ameaçada pelos rebeldes e pelos incas, mas chegaram mil guerreiros godos pelo rio Amazonas, que se aliaram a Akakor e trouxeram o conhecimento do ferro, do arado e de novas sementes (eram presumivelmente refugiados da derrota de Teia, último rei ostrogodo, por Narses, general do imperador bizantino Justiniano na batalha do Mons Lactarius, de 553 d.C.). Também se consideravam descendentes dos deuses (dá-se a entender que eram herdeiros do desaparecido império de Samón) e integraram-se na comunidade de Akakor, que reconquistou as terras da Amazônia e demarcou a fronteira com os incas, vivendo em paz com eles até a chegada dos espanhóis.

Em 1532, os espanhóis conquistaram o Império Inca e em 1553 tiveram notícia da existência de Akakor, cujos chefes decidiram se retirar para o interior, abandonando Macchu Picchu e os últimos incas e levando as riquezas que podiam. Um grupo de espanhóis chegou, mesmo assim, perto de Akakor, mas foi derrotado em uma batalha no monte Akai. Foram feitos prisioneiros e alguns conseguiram fugir (dando a entender que seria a legendária Paitíti dos conquistadores, supostamente habitada por um povo branco). As tribos submetidas da Amazônia voltaram a se rebelar, criando suas próprias sociedades.

Na cidade aliada de Akahim, as mulheres se recusaram a acatar a retirada aprovada pelo conselho e assumiram o governo e a guerra, lideradas por uma princesa chamada Mena. Conhecidas pelos espanhóis como as amazonas (ou seja, as icamiabas), lutaram contra os espanhóis por sete anos, separaram-se das tribos rebeldes e criara uma nova ordem na cidade subterrânea das montanhas de Parima, onde no tempo em que foi publicado o livro viveriam ainda 10.000 pessoas, que saíam à superfície apenas para cultivar suas terras e caçar.

Nas vésperas da II Guerra Mundial, o rei Sinkaia de Akakor teria capturado uma mulher alemã chamada Reinha e se casado com ela, união da qual teria nascido Tatunca Nara em 1937. Além disso, Reinha negociou uma aliança com os nazistas, pelas quais o III Reich se apoderaria do litoral do Brasil e Akakor ficaria com a Amazônia. De 1941 a 1945, dois mil soldados alemães teriam chegado a Akakor de submarino, levando armas modernas. Com a derrota nazista, teriam ficado e se integrado à vida do povo.

A Akakor da superfície teria sido destruída e abandonada três anos antes do encontro de Brugger com Tatunca Nara, para evitar que fosse descoberta pelos “brancos bárbaros”. Seu povo teria fugido para treze cidades subterrâneas – Akakor “inferior”, Budu, Kish, Boda, Gudi, Tanum, Sanga, Riño, Kos, Aman, Tal, Sikon e Mu, todas iluminadas artificialmente, com exceção da última, iluminada por meio de chaminés que chegam a superfície e um grande espelho de prata.

 Brugger escreveu que viajou no alto Purus com Tatunca Nara, mas sua canoa virou e, tendo perdido os víveres e remédios, não ousou prosseguir a pé.

O livro previa uma terceira grande catástrofe em 1981, que destruiria a Terra e, obviamente, não se realizou. Em 1985, Brugger foi assassinado a tiros em um restaurante no Rio de Janeiro.

O estadunidense John Reed saiu em uma expedição em busca das cidades. Nunca mais foi encontrado. Em 1983 o explorador suíço Herbert Wanner também partiu para nunca mais voltar. Seu crânio foi posteriormente encontrado na floresta e identificado. A alemã Christine Heuser, envolvida na lenda, também despareceu no meio da floresta.

Quando Rüdiger Nehberg e Wolfgang Brög resolveram fazer um documentário sobre o tema e foram guiados por Tatunca, notaram diversas contradições em sua história. Investigação, contando com a ajuda das autoridades, logo revelou que Tatunca Nara era em verdade Günther Hauck, um fugitivo da Alemanha. Depois de um divórcio em 1966, e para não pagar os direitos à ex-mulher, Hauck fugiu para o Brasil. O que explicaria bem o fato de que falava e escrevia alemão bem melhor do que português. Sua ex-mulher não só o reconheceu, como registros mostram que enquanto ainda estava na Alemanha, Hauck já havia usado o pseudônimo de “Tatunge Naure”.

Günther “Tatunca Nara” Hauck ainda reside em Barcelos, cidade do Amazonas às margens do Rio Negro. Em 2003 foi declarado mentalmente instável, mas continuou oferecendo seus serviços de guia.

Akakor continua uma lenda. Embora Tatunca Nara não tenha sido quem falou, a lenda de Akakor é conhecida desde tempos remotos pelos moradores da região do Amazonas. Será que um dia, teremos a oportunidade de conhecer a cidade? Ou tudo isso não passa de invenção? O que você acha leitor?

Paitíti

Paitíti (em castelhano, Paytiti ou Paititi) ou Candire é uma cidade lendária supostamente oculta a leste dos Andes, em alguma parte da selva tropical do sudeste do Peru (Madre de Diós), nordeste da Bolivia (Bení ou Pando) ou noroeste do Brasil (Acre, Rondônia ou Mato Grosso), capital de um reino chamado Moxos (em castelhano, Mojos) ou Grande Paitíti (em castelhano, Gran Paititi), governado por um soberano conhecido comoGran Moxo, descendente de um irmão mais novo de Huáscar e Atahuallpa.

Outros nomes dados à cidade oculta em alguma parte do sul da Amazônia ou norte do Prata incluem Waipite,Mairubi, Enim, Ambaya, Telan, Yunculo, Conlara, Ruparupa, Picora, Linlín, Tierra dos Musus, Los Caracaraes, Tierra de los Chunchos, Chunguri, Zenú, Meta, Macatoa, Candiré, Niawa, Dodoiba e Supayurca.

O mito é semelhante ao de Manoa ou Eldorado, que também seria uma cidade cheia de riquezas que teria servido de refúgio a incas que escaparam da conquista espanhola, mas costuma ser localizada muito mais ao norte, entre a Colômbia e as Guianas. Os dois mitos têm origem comum no sonho de conquistadores de enriquecer repetindo a façanha de Francisco Pizarro, o conquistador dos incas, e influenciaram-se mutuamente, mas o de Paitíti associou-se, em tempos mais recentes, com a nostalgia de povos andinos pelo antigo Império Inca, ganhando conotações nativistas e associando-se ao mito de Inkarri.

O nome da suposta cidade perdida já foi escrito como Paititi, Paitite, Paykikin, Paiquiquin, Paitití (com acento no último i), Paí Titi (separado) ou Pay Titi. Tudo indica que não deriva do quéchua, apesar de interpretações forçadas que tentam explicar Paykikin como “igual a ele”, “como ele” ou “como o outro Cuzco”. O mais provável é que provenha do guarani ou de um idioma não identificado da selva.

Em uma crônica do século XVII, do padre Diego Felipe de Alcaya, afirma-se que Paitíti deriva de dois vocábulos: “Titi”, que significa “chumbo” e “Pay”, que significa “aquele”.

Na década de 1950, o explorador alemão Hans Ertl fez uma série de escavações na Bolívia, ao norte de La Paz, em um monte que dizia ser chamado pelos índios locais de Paititi, após a qual publicou um livro (1954) segundo o qual “Pai-titi” significa “Duas Colinas” e servia “também para designar a uma legendária cidade incaica”.

En 1979, Gottfried Kirchner, outro explorador alemão, publicou a crônica de suas aventuras na Colômbia e se refere ao termo Paititi dizendo que significa algo similar a “A Pátria do Pai Tigre”. Segue o padre Juan Carlos Polentini Wester, que explica, citando o padre Constantino Bayle, que “Paí-Titi” significa “Pai Tigre” o “Pai Jaguar-Otorongo”.

O historiador argentino Enrique de Gandía sugeriu outro significado: “(…) “Pai” é “monarca” e “titi”, contração de Titicaca, ou seja “Monarca do Titicaca”. Na sua opinião, o Paitíti seria apenas uma lembrança do templo da ilha do Sol no lago Titicaca e das imponentes cidades incas.

Em 1515, uma das caravelas da expedição de Juan Díaz de Solis ao atual estuário do Rio da Prata, ao retornar para a Espanha, afastou-se da frota e naufragou perto da Ilha de Santa Catarina, mas onze de seus marinheiros conseguiram alcançar a costa a nado. Fascinados pelo que ouviram dos índios guaranis, internaram-se na floresta brasileira em busca de um “rei branco” que seria o senhor de um rico império no interior. Doze anos depois, dois dos sobreviventes, inclusive Aleixo García foram recolhidos pela expedição de Sebastião Caboto, veneziano a serviço da Espanha, com peças de prata que haviam obtido em sua aventura, ao subir os rios da bacia platina. Aleixo Garcia falou com eloqüência de uma fabulosa sierra de la Plata, afirmando que se eles subissem o rio poderiam carregar seus navios com ouro e prata.

Quebrando seus acordos com a Coroa, que o obrigavam a navegar até as ilhas das Especiarias na Ásia, Caboto decidiu mudar de direção e subir o rio Paraná à procura dessas montanhas, que dariam seu nome ao Rio da Prata e à própria Argentina. Explorou o rio até as cataratas de Yaciretá-Apipé, que não pôde subir. Fundou o primeiro fortim espanhol na atual Argentina e retornou à Espanha, onde foi julgado e condenado pelo abandono da expedição original. Depois de um ano, foi perdoado e voltou a servir como piloto.

Aleixo Garcia provavelmente chegou às fronteiras do Tawantinsuyu, ou Império Inca, que pouco depois seria conquistado por Francisco Pizarro e a sierra de la Plata eram as jazidas de prata de Potosí. Mas mesmo depois disso, muitos exploradores da região platina não se deram conta de que aquilo que buscavam já havia sido invadido e conquistado a partir de outra direção, do norte, e continuaram a acreditar que os rios Paraná e Paraguai ainda levavam a um império rico em ouro e prata a ser conquistado, continuando a procurá-lo por gerações.

Em 1533, Pizarro havia capturado de surpresa o imperador Atahuallpa, que lhe propôs um trato. Sobre a parede da sala onde estava preso em Cajamarca, traçou uma linha (supostamente até onde alcançava) e prometeu encher aquela sala de ouro e outra de prata até aquela marca em troca da liberdade. Pizarro aceitou e caravanas de lhamas seguiram para Cajamarca com objetos de ouro e prata, mas quando Atahuallpa cumpriu o prometido, os espanhóis o julgaram e executaram sob várias acusações, inclusive a de ocultar um tesouro. Surgiu então a história de que seus súditos, ao saber da notícia, haviam desviado caravanas com ouro e pra para um lugar desconhecido, onde esconderam tudo o que puderam. Outro boato dizia que dignitários incas, chamadosorejones pelos brincos enormes que lhe deformavam as orelhas, haviam criado um império secreto no Antisuyu (a região da selva a leste). Daí as buscas ao Paitíti em duas direções: a partir de Cuzco para sudeste e do Paraguai para o norte, gerando a expectativa de uma cidade riquíssima nessa direção.

A primeira expedição em busca do Paitití a partir do Paraguai foi organizada por Domingo de Irala, acompanhado por Alvar Núñez Cabeza de Vaca empreendeu entre 1547 e 1549 uma das mais aventurosas buscas do Paitíti, subindo o Paraguai acompanhado de 350 espanhóis e 2 mil índios. A cada etapa se informava sobre o ouro e os índios – talvez maliciosamente – o enviam para várias direções diferentes. À custa de guerras, alianças e massacres, acabou por chegar às terras já conquistadas pelos espanhóis no Alto Peru (atual Bolívia), sem perceber que se tratava da mesma sierra de Plata e Noticia Rica que procurava.

Irala repetiu a tentativa em 1553, na chamada mala entrada. Em uma carta de 1550, Irala relata que essas expedições se faziam por que

segundo a notícia de que adiante tínhamos, a via do norte era muito grande e muito pública. Conforme diziam entre os naturais da terra e índios guaranis da serra, há grandes riquezas de ouro, um grande senhor e populações. Esta notícia se divulgou em Quito e no Peru, Santa Marta e Cartagena… o fim da qual não foi encontrada por não se ter dado com o caminho verdadeiro que tenho por certo ser este…

Com essas entradas, o Paitíti começou a ser localizado na região de Moxos (atual departamento de Bení, Bolívia), nos baixos ou cerrados do rio Beni, que inunda as planícies e que os indígenas desaguam mediante um sofisticado sistema de camellones (montículos para o cultivo da mandioca) e canais.

Esse mito do Paitíti se confunde com o do país de Candire, procurado a partir de Assunção, Paraguai, por Ñuflo de Chávez em 1557, que se dirigiu à chamada província de Jareyes, ou Xareyes (leia mais em lago dos Xaraiés), onde tomou nota de

Uma serra muito grande que durava muito e que por uma parte limitava-se com um lago muito grande e da outra parte era uma população muito grande de gente que não tinha mais de um principal, que era senhor de todos e se chamava Candire.
Em 1567, Juan Álvarez de Maldonado fez uma nova tentativa, partindo de Cuzco. Em caso de sucesso, seria recompensado com uma província que englobaria todo o centro da América do Sul, da cordilheira dos Andes até o meridiano de Tordesilhas. Maldonado escolheu a rota fluvial do rio Madre de Diós, afluente do Madeira. Na região que os índios chamavam de Toromonas, o cacique Tarono os recebeu amigavelmente, mas era um estratagema. Durante uma ausência de Maldonado, seus índios lançaram um ataque devastador ao qual sobreviveu apenas um ferreiro, que foi obrigado a por sua técnica a serviço dos vencedores.

Outras expedições partiram de Larecaja, no século seguinte, como a de Pedro Leagui Urquiza em 1614, a de Gonzalo de Solís Holguín em 1617 e a de Diego Ramírez Carlos e frei Gregorio Bolivar em 1620. Também nesse ano, um certo Juan Recio de León diz ter localizado o Paitíti, com base nos relatos de “três ou quatro índios principais”. Para esse reino “se retiraram a maioria dos índios que faltam no Peru”. Os índios teriam lhe dito que:

por mar ou por terra, eles chegavam em quatro dias a uma grande cocha, o que significa um grande lago, criado por todos esses rios em terras planas, e que há neles numerosas ilhas povoadas com uma quantidade infinita de pessoas; e que eles chamavam o senhor de todas essas ilhas de Grande Paytiti.

Informava também que seus inimigos ingleses e holandses, vendiam facas, machadinhas, cordas e outras ferramentas aos habitantes desse reino: “A maioria deles vai ao Paytite duas ou três vezes ao ano para tentar ali negociar, e é esta razão pela qual têm esses utensílios em seu poder”. Vê-se que os espanhóis atribuíam a queda da população em seus domínios – devida a epidemias, à desorganização da produção e à escravização e trabalhos forçados a que os indígenas eram submetidos pelos espanhóis – a uma fuga em massa para o Paitíti.

Essas entradas resultaram na fundação de várias povoações, das quais a mais importante veio a ser Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. O padre espanhol Martín del Barco Centenera, que em 1572 chegou ao Paraguai e foi nomeado arcediago, compartilhou por 24 anos dos sonhos e aventuras dos conquistadores (bem como de sua fome de ouro e prata) e traduziu sua experiência em um poema chamado La Argentina y Conquista del Río de la Plata, Tucumán y Otros Sucesos del Perú. No quinto canto, ele se detém sobre o Gran Moxo, señor del Paytite:

Si la muerte no teme aquesta gente,
el argentino fuera más somoso
el día de hoy, que nueva ciertamente,
se tuvo aquí de un indio belicoso.
La plata y el oro bello reluciente
se ha visto, no es negocio fabuloso,
que cántaros de oro a maravilla
tenía aqueste indio y gran vajilla.
En una gran laguna éste habitaba,
en torno de la cual están poblados
los indios, que a su mano él sujetaba
en pueblos por gran orden bien formados.
En medio la laguna se formaba
una isla, de edificios fabricados,
con tal belleza y tanta hermosura,
que exceden a la humana compostura.
Una casa el señor tenía labrada
de piedra blanca toda hasta el techo,
con dos torres muy altas a la entrada,
había del una al otra poco trecho.
Y estaba en medio de ellas una grada
y un poste en la mitad de ella derecho,
y dos vivos leones a sus lados,
con sus cadenas de oro aherrojados.
Encima de este poste y gran coluna,
que de alto veinticinco pies tenía,
de plata estaba puesta una gran luna,
que en toda la laguna relucía.
La sombra, que hacía en la laguna,
muy clara desde aparte parecía.
¿Quién hay que no tomara una tajada
de la luna, aunque fuera de menguada?
Pasadas estas torres, se formaba
una pequeña plaza bien cuadrada;
en el mayor estío fresca estaba,
que de árboles está toda poblada,
los cuales una fuente los regaba,
que en medio de la plaza está sitiada,
con cuatro caños de oro gruesos, bellos,
que yo sé quién holgara de tenerlos.
La pila de la fuente más tenía
de tres pasos en cuadra su hechura:
de más que de hombre mortal parecía
en talle, perfección, y compostura.
En extremo la plata relucía
mostrando su fineza y hermosura.
El agua diferencia no mostraba
de la fuente y pilar do se arrojaba.
La puerta del palacio era pequeña,
de cobre, pero fuerte y muy fornida:
el quicio puesto, y firme en dura peña,
con fuertes edificios guarnecida.
Seguro que del pelo y de la greña,
del viejo del portero, que es crecida,
pudiéramos hacer un gran cabestro:
oíd pues del viejazo el mal siniestro.
Aquellos que por dicha ya han pasado
por medio de las torres y columnas,
haciendo las rodillas ya postrado,
levantando los ojos a la Luna,
aqueste viejo así les ha hablado,
con una muy feroz voz importuna,
y dice: “A éste adorad, que es sólo uno
el Sol, y fuera de él otro ninguno”.
En alto está el altar de fina plata,
con cuatro lamparillas a los lados
encendidas, y alguna no se mata,
que están cuatro ministros diputados.
Un sol bermejo más que una escarlata,
allí está con sus rayos señalados:
es de oro fino el sol allí adorado,
¿mas hay de quien él sea desechado?
Aqueste gran señor de esta riqueza
el gran Mojo se dice, y es sabido
muy cierto su valor y su nobleza:
su ser, y señorío enriquecido
de sus vasallos, fuerzas y destreza,
por nuestro mal habemos conocido:
que pocos tiempos ha que en cortas trechas,
probamos la fiereza de sus flechas.
¡A que no fuerzas, hambre detestada
del oro, que los ánimos perdidos
tras ti llevas con ansia tan nefanda,
que ciega las potencias y sentidos!
Con todo desque ven que la muerte anda
de prisa, con temor los doloridos,
que habían emprendido este viaje,
se vuelven para atrás de este paraje.

Há um mapa do século XVII no museu eclesiástico de Cuzco, que supostamente descrevem o país do Paititi e parece identificá-lo com o Paraíso. Ao redor do mapa, que é puramente simbólico (não indica nomes reais de acidentes geográficos, mas apenas “monte” e “rio”) lê-se:

Corazón del corazón, tierra india del Paititi, a cuyas gentes se llama indios: todos los reinos limitan con él, pero él no limita con ninguno. Estos son los reinos del Paititi, donde se tiene el poder de hacer y desear, donde el burgués sólo encontrará comida y el poeta tal vez pueda abrir la puerta cerrada desde antiguo, del más purísimo amor. Aquí puede verse sin atajos el color del canto de los pájaros invisibles.

O marinheiro e escritor Pedro Sarmiento de Gamboa, depois de acompanhar o vice-rei do Peru em uma visita às províncias, escreveu um relato a partir de informações que colheu, sobre uma região a leste da cordilheira onde corre um rio chamado Paitite.
Em 1635, o padre Diego Felipe de Alcaya escreveu que, após a submissão do Peru pelos espanhóis, o sberano dos incas fugitivos, “levando em conta a configuração do terreno, povoou a vertente sul da montanha chamada Paititi (…) E assim como aqui ele foi o chefe deste reino, El Cuzco, ele é agora o chefe desse grande reino de Paititi, chamado Mojos.” Uma carta do vice-rei do Peru à corte de Filipe II informava que “na província de Paititi há minas de ouro prata e âmbar em grande quantidade”.

Em 1782, quando Túpac Amaru II liderou uma rebelião contra os colonizadores para restabelecer o Império Inca, atribuiu-se o título de “Inca, rei do Peru, de Santa Fé, de Quito, do Chile, de Buenos Aires e do continente dos mares do Sul, duque e senhor das Amazonas e do Grande Paitíti”, mostrando que a lenda, a essa altura já desacreditada pelos espanhóis, começava então a tomar conotações nativistas e indigenistas

Pedra da Gávea
Pedra da Gávea
 Entre São Conrado e Barra da Tijuca uma grande montanha de pedra, com 842 metros de altitude, surge das águas do oceano Atlântico. Sua parte superior tem a forma de uma gávea, muito comum nas antigas caravelas. Daí o nome, dado pelos portugueses: “Pedra da Gávea”. Além da face mais conhecida, voltada para o norte, há uma outra, inacabada, voltada para o sudeste. Por que não foi concluída? A semelhança entre ambas é algo de notável. Há muitas inscrições que aparentemente não poderiam ter sido feitas pela natureza. A origem dessas inscrições tem sido motivo de discussões por anos e anos, mas parece não haver um maior interesse em esclarecer a verdade. Há quem diga que Pedra da Gávea é o túmulo de um Rei Fenício. As inscrições na Pedra, seu formato e as faces esculpidas dão força a esta teoria.
LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISNEOF RUZT
traduzindo:

Tyro Phoenicia, Badezir primogênito de Jethbaal

Em 856 AC Badezir assumiu o lugar de seu pai no trono real de TYRO. Poderia ser a Pedra da Gávea um túmulo fenício?

Sítios fenícios foram encontrados em outros pontos do Brasil, o que confirma que eles estiveram por aqui. O mistério continua.

 

20. Mistério da Serra do Mar, Paraná

A região da Serra do Mar, no Paraná, é um dos lugares mais “bizarros” do Brasil. Não porque o local tenha no seu ambiente qualquer excentricidade, é um lugar muito bonito por sinal. O problema são os estranhos acontecimentos que ocorrem por lá.

Pela beleza, a Serra do Mar atrai muitosturistas, principalmente aventureiros e trilheiros que resolvem atravessar essa região pelas trilhas criadas para o ecoturismo. Muitos desses grupos que adentram nas trilhas voltam completamente assustados com os sinistros fatos que ocorrem durante o percurso, em especial, durante a noite. Testemunhos falam dos mais diversificados assombrosos fatos: criaturas estranhas aparecem e perseguem os grupos, sons bizarros são ouvidos o tempo todo, luzes surgem repentinamente no meio da mata, sem falar, do comuns casos de amnesia coletiva entre os integrantes depois de noites de arrepiar – eles lembram apenas o ocorreu até certo momento da noite, depois lembram somente de acordar na manhã seguinte.

Esses casos não são recente e os moradores mais antigos do local atribuem esses sinistros acontecimentos à um símbolo do Folclore Brasileiro, chamado de Bradador (ou Gritador). A figura do Bradador não é bem definida. Em certas versões da lenda, ele é um duende, que corre velozmente pelo meio da floresta,  soltando um grito voraz, capaz de deixar qualquer um atordoado, a ponto de fazer o ouvinte perder o raciocínio e ficar vagando sem rumo por dentro da mata. Já em outras versões, o Bradador é uma espécie de múmia, um índio que foi amaldiçoado pelo feiticeiro da sua tribo e terminou morrendo devido a tal maldição. Após sua morte, o feiticeiro insatisfeito realizou o ritual do corpo seco, uma bruxaria que segundo as lendas indígenas, prende a alma ao corpo, fazendo com este vague sem rumo pelas noites, até que o feitiço seja quebrado.