Oricalco: o metal desaparecido usado na Atlântida

Oricalco: o metal desaparecido usado na Atlântida

Oricalco é um tipo de metal que teria sido usado em Atlântida, citado em “Crítias”, de Platão. De acordo com Crítias, o oricalco era considerado muito valioso, depois apenas do ouro. Teria sido achado e explorado em muitos lugares da Atlântida em tempos remotos. Na época de Crítias no entanto, só era conhecido por nome. Não se sabe ao certo o que era o oricalco. Traduzindo do grego Ορείχαλκος (de όρος, oros que é montanha e χαλκός, chalkos , que é cobre ou bronze), a tradução literal seria “cobre da montanha” ou “metal da montanha”.

É desconhecida também a composição desse metal. Pode ser uma liga de ouro/cobre, cobre/estanho, ou cobre/zinco/latão, ou metal desconhecido.
De acordo com Crítias, as paredes do Templo de Poseidon e Clito (localizado no centro da Atlântida) eram feitas de oricalco, assim como alguns pilares.
Levando-se em conta interpretações mais plausíveis e racionais acerca da existência ou não de Atlântida, duas hipóteses mostram-se razoáveis: uma é pressupor que a citação do Oricalco é uma referência à prata vinda das minas de Láurion, assim como a própria Atlântida tratar-se-ia de uma alegoria ao estado político de Atenas nos tempos de Platão[1]. Outra interpretação diz respeito à Revolução do Bronze ocorrida na suméria, no quarto milênio a.C. O bronze é obtido com a mistura de cobre e estanho, como o estanho era de difícil obtenção e localização, até agora não se sabe, ao certo, como se deu a revolução da Era do Bronze na Suméria. A tradução da palavra titicaca, segundo Zecharia Sitchin, é ‘montanha de estanho’. Ele sugere que nos Andes havia minas de estanho para, junto com o cobre, fabricar o bronze usado pelos antigos sumérios[2].
[editar]Na ficção moderna

Em obras fictícias, aparece em quase todas as revistas de mangá chamada Shonen Jump, inclusive “Ring ni Kakero” e “Cavaleiros do Zodíaco” de Masami Kurumada, onde é a matéria-prima das armaduras dos Generais Marinas. No Anime Black Cat é a matéria prima da arma de Train Heartnet, além das armas de outros membros do Cronos. No anime Yu-Gi-Oh, o Orikalko não é um metal mas sim uma pedra esverdeada que tem poder de corromper a alma das pessoas, e levou a cidade de Atlantis à sua completa destruição.
O metal Oricalco (ou Orichalcum) é mencionado no jogo de computador Indiana Jones: Fate of Atlantis (Destino de Atlântida), como uma poderosa fonte de energia. É retratado como sendo de forma esférica e com cor dourada. O minério é mostrado com a mesma utilidade no jogo de PS2 Devil May Cry 3, sob o nome “Orihalcon”, tendo forma esférica e cores variadas. Em Lineage 2 como um item valioso de craft. Também é mencionado no jogo de PS2 Castlevania: Curse of Darkness, como um material utilizada na criação de armas, tal como em Kingdom Hearts 2, também para PS2, onde é um material para se criar itens. Como também é mencionado no RPG Online Tibia, como uma forma de transporte dentre cidades do jogo, é apresentado de forma esférica com 2 cores: Azul e Cobre. Foi um material surgido através de outro material em uma apenas pedra rara,que teria sido descoberta e conseguida pelo um Rei de Atlântida,seu nome é desconhecido,mas este rei tem grandes ligações com o Jesus Cristo que viria e veio tempos mais tardes depois do cataclismo de Atlântida.Oricalco é aquilo que nós chamamos de Pedra Filosofal,só que ele é infinitamente mais poderoso.
[editar]Na Espiritismo

O Oricalco é mencionado pelo autor espírita Edgard Armond no livro Os Exilados da Capela, que trata da formação da raça humana na Terra.

 

Oricalco – O Metal lendário de Atlântida é encontrado em navio naufragado na Sicília

Equipe de mergulhadores descobriu 39 barras do mítico oricalco em uma embarcação que afundou há 2600 anos

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/ – POR ANDRÉ JORGE DE OLIVEIRA

Segundo Platão, o oricalco era extraído somente das minas perdidas de Atlântida (Foto: Reprodução)

 

Platão descreve Atlântida em seu diálogo Crítias como um lugar que “cintila com a luz vermelha do oricalco”, metal que segundo o filósofo revestiria todo o interior do templo de Poseidon na lendária ilha. O pensador grego acrescenta ainda que a substância seria a segunda mais valiosa, atrás apenas do ouro, e que só podia ser extraída das minas localizadas no território perdido.

Se ele vem ou não de Atlântida obviamente não se sabe, mas o fato é que até hoje apenas pequenas quantidades de oricalco haviam sido encontradas. Surpreendentemente, mergulhadores da Sicília acabam de descobrir 39 barras compostas pela misteriosa liga em um navio que naufragou por volta do ano 550 a.C. na região de Gela, no sul da ilha italiana.

Equipe de mergulhadores que localizou a embarcação naufragada (Foto: Reprodução)

“Nada similar jamais havia sido encontrado”, disse Sebastiano Tusa, da agência marítima local, ao Discovery News. “Nós conhecíamos o oricalco de textos antigos e de alguns objetos ornamentais”, conta. Entre os estudiosos, o consenso é que se tratava de uma liga metálica semelhante ao bronze, obtida através da reação entre minério de zinco, carvão e cobre. Mas sua composição, bem como sua origem, continuam incertas e sendo debatidas por estudiosos.

Os gregos antigos acreditavam que a invenção desta liga específica remetia ao herói mitológico Cadmo, e grande parte da fama e do mistério que perduram até hoje se devem justamente a Platão, que no século IV a.C. incluiu a substância na obra Crítias e a relacionou com a Atlântida.

Navio que carregava o oricalco e naufragou a 300 metros do porto de Gela há 2600 anos (Foto: Reprodução)

A embarcação que carregava a valiosa carga parece até ter recebido alguma espécie de maldição dos deuses antigos: após partir de alguma suposta localidade da Grécia ou Ásia Menor, o naufrágio ocorreu quando estava a meros 300 metros do porto de Gela, devido a uma tempestade.

Depois de analisadas com uma técnica chamada de fluorescência de raios X, as 39 barras revelaram ser compostas por 75-80% de cobre, 15-20% de zinco e também por pequenas quantidades de níquel, chumbo e ferro. De acordo com Sebastiano Tusa, a descoberta chama a atenção para a importância da cidade no cenário econômico e cultural do Mediterrâneo da época. “O achado confirma que cerca de um século após sua fundação em 689 a.C., Gela veio a se tornar uma cidade rica, com oficinas de artesanato especializadas na produção de artefatos valiosos”, afirma.

Via Discovery News