Sagrado Feminino – Feminilidade Sagrada, Essencial

Sagrado Feminino – A Feminilidade Sagrada, Essencial e o redespertar da mulher

Estamos percebendo a formação ou reativação de uma Filosofia de vida que foi chamada por muitos de “Sagrado Feminino”. O Sagrado Feminino é um estilo de vida  que vem sendo adotado pelo público feminino há milênios, mas somente agora está realmente se ‘fortalecendo’. O Sagrado Feminino oferece ensinamentos sobre o corpo da mulher, o seu emocional, os ciclos femininos físicos e psíquicos, orienta como a mulher pode re-harmonizar-se, integra-se com a natureza e com o plano espiritual.

Sagrado Feminino é um resgate e ao mesmo tempo uma reorientação de uma sabedoria natural e antiga que reintegra aos valores do feminino como um todo, no campo social, pessoal, psicológico, religioso, espiritual, cultural, educacional, etc além de um encontro com uma consciência ecologicamente e eticamente correta.

O movimento do Sagrado feminino começou a se fortalecer devido a uma urgência de mudança na percepção de mundo que ficou muito restrita a uma visão masculina e, por causa da exclusão e repressão do feminino, acabamos por vivenciar fortemente um masculino negativo. Essa visão exclusivista levou a perda dos valores femininos, aqueles relacionados ao cuidado, saúde integral, educação, relacionamentos, ‘comunidade’, união, ecologia,  arte, espiritualidade natural etc.. acabando por se valorizar e se priorizar apenas questões de aparência, dinheiro, economia, poder externo, imperialização que gera guerras, discórdia, competição, exploração de pessoas e da natureza. A prioridade acabou ficando focalizada no exterior, no material e físico esquecendo o interior, a alma e enfim, o espiritual, a consciência.

Neste caminho também se destaca o movimento feminista que buscou reintegrar a mulher nas decisões da sociedade, estabelecer seus direitos como ‘humana’ promovendo seu poder na sociedade, com o seu direto a voto, e outros direitos de igualdade. Assim elas voltaram a fazer parte da política, da economia, da arte e cultura etc, um direito retirado há tempos pelo patriarcado, porém a influência dessa ‘percepção’ masculina carrega suas marcas até hoje.

As mulheres que procuram, ou melhor são atraídas para o sagrado feminino, muitas vezes são aquelas que sentem um chamado interior ou até mesmo um sentimento de ‘saudade de ser uma verdadeira mulher feminina’. Ela não se satisfaz mais com a rotina, as tendências de moda, de trabalho, de regras de um ‘falso feminino’. Algo lhe falta, algo em seu interior e isso logo ocorre em todas as mulheres. É um auto chamado com sua essência, com suas verdades e sua plenitude que se inicia integrando com sua mestra, sua guia interior: sua deusa ou shakti (princípio feminino) interior. Porém, devido a familiaridade com as crenças do patriarcado, as vezes a mulher não consegue, de início entender o que isso realmente significa.

O sagrado feminino é a espiritualidade feminina e não é dependente de nenhuma antiga, presente ou futura religião, mas pode e deveria estar integrado a todas as religiões. O Sagrado Feminino ou a espiritualidade feminina não tem dogmas, regras ou crenças religiosas ou morais (mas tem ética natural) das quais se precisa acreditar e cumprir. o ideal é que se acredite na feminilidade sagrada existente em todas as mulheres, mesmo que ela tenha reprimido-a muito, mesmo que ela siva o patriarcado. entro dela há a ‘feminilidade essencial’. Por isso a mulher deve aprender a escutar sua própria voz (a vós de sua guia, mestra ou deusa interior) e seguir esse poder interior. O próprio ‘feminino essencial’ integra todos os arquétipos femininos e seus subarquetipos, mesmo que um ou alguns poucos sejam os mais proeminentes definindo a personalidade da mulher. Estes arquétipos são externalizados, manifestados, muitas vezes como ‘divindades’ femininas.

Quando a mulher passa a enxergar em si essa manifestação da própria Mãe Terra, Mãe Natureza, o arquétipo da geradora e nutridora, ela percebe em si os ciclos iguais aos da terra, entende e fica receptiva a grande energia criativa e fértil que flui no corpo e na mente. Isso começa mudar sua consciência, sua auto confiança, auto estima e seu poder interior. Esta é a grande força do sagrado feminino, fazer emergir a essência, redescobrir a história, a cultura, a sabedoria e poder ancestral esquecido. Fazer a mulher se familiarizar com a essência divina interior, compreendendo e aceitar os ciclos naturais do seu corpo, sua mente e sua alma.

As mulheres que seguem essa antiga e eterna tradição ou ‘sabedoria natural’ que inclui intuição, cura, interação, energias cíclicas de criação, sustentação e transformação, conexão com as forças da natureza,poderes e consciências superiores; quebram os padrões e realinham-se suas raízes e ao proposito superior da feminilidade auxiliando e promovendo a cura do planeta e do coração humano, auxiliando nessa nova vibração e ciclo evolucionário planetário.

A mulher integrada a sua feminilidade sagrada age sabendo que ela e todos fazem parte de uma mesma teia planetária e cósmica.  O uso de rituais, consagrações, simbologia ou mitologia, pode ajudar algumas mulheres a conectarem, manterem e potencializarem sua conexão com esta rede, porém cada mulher, desde que bem conscientes, podem seguir suas próprias práticas e chegam ao seu encontro profundo da forma que mais se sentirem a vontade. Com o reconhecimento da feminilidade sagrada, esta mulher percebe a necessidade de estar reunida a outras para que, juntas, possam realizar os propósitos mais superiores. Desta forma ela é atraída pela energia poderosa do feminino sagrado, de shakti que une as mulheres mais conscientes que, aí sim com práticas muito conscientes e poderosas poderão transformar o mundo externo e ajudar a transformar o mundo interno.

O reencontro com a guia, a mestra ou deusa interior, ou seja, com o sagrado feminino, a feminilidade sagrada ou essencial é uma tradição natural herdada por todas as mulheres, mesmo que elas ainda neguem ou distorçam. É o sexto sentido ‘feminino’, a inspiração, é canção divina, o chamado para a ‘magia’ pura, a premonição, o poder de um oráculo, o poder de cura, de autotransformação, a luz, o calor, o impulso de totalidade, de plenitude.

O reconhecimento do Sagrado Feminino ou feminilidade essencial é uma responsabilidade e um presente às mulheres para que reencontrem sua essência ancestral e profunda conexão com os arquétipos, as faces, ciclos e energias da Grande Mãe, Irmã, Companheira e Sacerdotisa Divina.

As mulheres não precisam se desligar do mundo tecnológico, das rotinas ou da familiaridade convencionais, mas precisam se apegar tanto a ele, não deveria entregar-se mais a ele . Não deveriam realmente viver de aparência, de convencionalismos, de manipulações e sim  reencontrar a si próprias, se interiorizando, percebendo melhor seus instintos, suas verdadeiras vontades e seus ciclos femininos. Isso ajudará a reintegrar uma nova consciência.

Esse despertar para a consciência de si mesma inicia e fortalece a transformação da supremacia patriarcal (radical) – repressora e cheia de regras, de convencionalismos, de exploração, manipulações, destrutividades – para a um mundo mais afetivo, criativo, artístico, unido, espiritual, confraterno. Este mundo não é o mundo matriarcal, mas o mundo onde feminino e masculino se completam, onde o melhor de um se integra ao melhor do outro.

A mulher pode reconhecer, naturalmente, sua essência feminina, sua guia, mestra ou deusa interior. Pode acontecer após diversas vivências espirituais, mas, no mundo complexo e cheio de muitas influências negativas patriarcais, isso não é algo muito comum. Assim, o conhecimento sobre a Sabedoria e Práticas do Sagrado Feminino pode ser conseguido através de livros, cursos e, principalmente a vivência em “círculo de mulheres”, onde é possível realizar praticas especiais da feminilidade sagrada. Quando em contato com essa verdadeira sabedoria, as mulheres vivenciam um percepção diferente e muito mais ‘verdadeira’ sobre si mesmas, tanto em seu corpo físico, como emocional e mental, a sintonia com seus ciclos e com seus papeis no mundo (com a família, com o companheiro, com o trabalho, como cidadã etc). Vive-se uma constante veneração às ‘Deusas’ (e Shaktis) internas.

SAGRADO FEMININO na cura do corpo e da alma – Autoestima e autoreconhecimento

No Sagrado Feminino, mulheres de todas as culturas, religiões e crenças aprendem a se desvincular de padrões de beleza e regras pré-estabelecidas pela sociedade. Elas descobrem como se amar exatamente como são em essência, seu vínculo com a mãe terra, com o mundo espiritual e passam a se enxergar como verdadeiras deusas e sacerdotisas. Isso é claro, mas foi esquecido….. pois o poder de gerar, de parir, de nutrir, o poder de amar incondicionalmente, o poder de intuir são poderes naturais das mulheres.

Nesta filosofia de vida do sagrado feminino, as mulheres passam a entender e reintegrar-se aos seus ciclos naturais (a puberdade, a maturidade e sexualidade, ao amor, a gestação, o parto e a nutrição e educação dos filhos). Há uma maior aceitação e reconhecimento da naturalidade feminina coisas, seu histórico de vida, vontades e capacidades. Aprendendo a se conhecer de forma mais profunda e a aceitar os acontecimentos da vida e a si mesma, as feridas começam a ser curadas e as mulheres passam a ser mais felizes, amáveis e únicas. No entanto, não são induzidas a serem radicais ao viver esses períodos ou exercer determinadas funções.

Você descobre, então, que ser mulher não significa ter um parto natural, amamentar ou se sentir bem na própria pele quando está grávida. Na verdade, o objetivo é entender como você traz seu amor e feminilidade para todas essas fases da vida.

Não basta nascer mulher, nascer com um corpo de mulher, tem que trazer o poder dessa essência feminina.

O Despertar do Feminino é o despertar da sua essência real, da feminilidade sagrada. Descobrir suas verdades interiores femininas. ‘A verdadeira mulher se descobre interiormente, e segue o caminho plenamente consciente de si. Ela tem desperto o poder interior, sua energia interior, sua essência, suas virtudes e o reconhecimento e aceitação das suas sombras. Quando uma mulher é sincera consigo mesma, se descobre por inteira até mesmo suas sombras e aprende a lidar com amor com elas, então essa mulher irradia luz, carisma, força, que beneficia ela mesma, e todos que estão ao seu redor. ‘
Para ser uma mulher assim, então está na hora de descer ao seu mundo avernal, ao seu mundo inferior, ou seja, vai se encarar como realmente é. Realize a prática de Perséfone, e a faça hoje, não se suborne não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, a vida não nos dá tempo para nos deixar de segundo plano.
O Sagrado Feminino evoca a concepção de que a Divindade está também na vida manifesta, na matéria, em toda a natureza, nos animais, nos ciclos da natureza, nos seres humanos e na sexualidade. O Sagrado Feminino, propõem uma reverência para toda a manifestação de vida e uma comunhão com a Divindade por meio das experiências pessoais verdadeiras, dos processos de crescimento, em todos os ciclos de vida, trazendo de volta a percepção de que toda forma de vida faz parte de um todo.
O momento que estamos vivendo passamos por uma ameaça de extinção por desrespeito a vida, ao divino da vida. Resgatar  o aspecto Sagrado do Feminino numa atitude de reverência e respeito com o meio em que vivemos e com as relações é simplesmente algo urgencial.
Os sistemas espirituais patriarcais deixaram de lado a teia da vida e negaram a percepção de que cada pequeno organismo com sua essência tanto masculina como feminina são interligados entre si e com a Origem, a Grande Verdade, pois não há espírito sem matéria, e matéria sem espírito.
As mulheres  têm um papel fundamental quando, através de sua natureza essencial, ela tem acesso fácil a essa energia, na medida em que se fortalece e se nutre dela. A mulher começa a fazer isso se conectando a natureza: plantas, árvores, pedras, cristais, minerais, a própria terra  (o barro, a argila), também aos animais e ao próprio humano estabelecendo o cuidado, o carinho, a conexão interior, a união.  Ela também faz isso quando se conecta com seu corpo, respeitando seus ciclos de vida, aceitando-os, e também reintegrando-o a essência feminina, através das danças de cunho feminino (geralmente ancestrais), da música (e instrumentos) ancestral que liga seu corpo a natureza. Também se reconecta através dos verdadeiros mitos, não os mitos e contos deturpados e manipulados pelo patriarcado. A conexão também refere-se a respeitar  os ciclos internos e externos, as estações (e meia estações), as lunações, a relação com astros e estrelas, a relação com os elementos (terra, água, fogo, ar, éter-espaço/tempo) e om os ‘arquétipos’, os princípios do feminino. Tudo isso está interligado, assim quando se abre, se torna receptiva e inicia o caminho se conectando a uma destas ‘forças’ inicia-se um processo de conexão com tudo e todos, mas precisa querer, precisa estar receptiva, generosa e ter muita gratidão a tudo e a todos e ao Todo.
O corpo, a natureza, os instintos são guias, assim como outras mulheres que isso já encontraram também podem ser guias, e um grupo de mulheres que buscam a essência, sem elevar seu ego, também é um guia. Um círculo de mulheres é uma ação efetiva, um círculo que faz lembrar e reconectar de poder feminino, o lugar Sagrado no mundo. Recordar e reintegrar os dons, a natureza circular de união,  nutrição e cura, cura da alma.
Para reconectar o sagrado, cada mulher pode, individualmente,  praticar observando suas experiências de vida e escolhas a partir delas, seus sonhos e intuições e também sua ação em relação a eles. Deve escutar a profundidade de si mesma o tempo todo, deve ver através das convencionalidades e manipulações, deve confiar em sua natureza e na natureza essencial ao seu redor e se ligar a ela sempre que puder, para, em um momento conseguir se religar a ela novamente e ter o poder de volta. Este poder é pessoal, global, natural, mágico, espiritual….
Reconhecer-se a mesma é a melhor forma de iniciar o conhecimento da toda a realidade e, por isso é o passaporte para a liberdade. Quando se consegue ser livre, se possui Poder, e o primeiro poder é o de discernir o que é de verdade, daquilo que tem sido imposto por vias externas, por manipulação.

Quanto mais próxima do natural, mais próxima do Sagrado. Quanto mais profundo ir em si mesmo, mais próxima estará do sagrado.

A mulher precisa recomunicar-se com seu corpo, ouvir o que ele precisa e dar a ele saúde e contentamento, com a religação com natureza, com o movimento feminino (da dança, do carinho, da união sagrada) Ela precisa se recomunicar com seu coração, seus desejos, sua intuição, e até mesmo com sua sombra, pois é de lá que vem o poder mais profundo (que está aprisionado, reprimido, não descoberto).  Deve reavaliar sua saúde psíquica, percebendo seus pensamentos, seu comportamento, seus sonhos, seus medos e tristezas.  Deve observar seus sonhos e visões (caso se abra para elas, e isso deve ser feito!).
O retorno do Sagrado Feminino é um movimento de redenção pois dá um fim a negação da verdade, dá fim a  desonra a natureza, ao corpo e à sexualidade, dá fim a expressão do Divino pela metade, que leva a nada.
Mas a reativação do Sagrado Feminino nos leva a responsabilidade individual e global porque se o Divino está também na vida manifesta devemos cuidar e respeitar a vida como um todo, seja do jeito que ela for.
O Divino, o sagrado está em todos nós, por isso depende de cada um de nós, do pensamento a aos atos, das escolhas, do aqui e do agora, dos relacionamentos. Mas ela se torna mais e mais presente ou, melhor, realizada no Amor, união divina, na compaixão, na confraternidade vividos pelo seres.

O Redespertar do Sagrado Feminino:

O princípio feminino, no início da história da dessa humanidade, era, reverenciado como a do poder primordial criador, sustentador e transformador (ou destruidor, para renovar a criação) manifestado. Esse poder era compreendido como algo que fluia através dos corpos de todos os seres (‘inanimados’ ou ‘animados’, ‘visíveis’ ou não) existentes na Natureza. No reino humano, as mulheres é que eram o gênero considerado sagrado (ou mais sagrado) por expressar em seu corpo e alma esse princípio (feminino), pela capacidade de gerar a vida, cuidar, acolher, nutrir, educar, também por sua sua intuição, sua magia interior vinda da intimidade com a natureza, da capacidade de sonhar desperta (e despertar nos sonhos e de receber informações por eles) devido o poder de atração e de comunicação (com o anímico e espiritual).

Mas, por motivos não discutidos neste texto, a mulher desconectou-se de sua essência e perdeu sua relação ‘divina’, com isso a natureza também foi despresada e tudo o que era considerado ‘feminino’ deixou de ser sagrado e deixou de ser respeitado para ser dominado. Agora, uma gama de seres humanos estão mais detentores de mais individualidade, desenvolvimento mental, de mais consciência, sendo possível retomar, porém num nível ainda maior, mais efetivo, a  pode ser rapidamente nutrida e vivificada com nossa energia e intenção.

Se reunindo em círculos femininos cria-se espaços sagrados dá a oportunidade de conexão com outras mulheres, um espaço tempo sagrado de união, onde deve-se deixar de fora o ‘ego’ os medos, as convencionalidades, e aprender a conviver para um bem comum, trocando experiências, conhecimento, sabedoria, idéias e ideais, possibilitando o redespertar, da divindade que existe no interior de cada mulher.

A contemplação da natureza em todos os seus detalhes e a dança (principalmente ancestrais) são as formas mais básicas de acessar diretamente essa potencia feminina. Através de movimentos que nascem do intimo criativo, comunicativo e atrativo da mulher, de seus pé e seu ventre,  que se conectam com a terra e a ela retornam porém se reativando e ampliando seu escopo, fazemos a energia fluir pelo e dos corpos físico, etérico e astral, nutrindo cada parte com beleza, e sacralidade, deixando que a energia reprimida, esquecida, deturpada (sensações, percepções) venha a consciência, pelo corpo, trazendo a vida à poderosa força que ficou adormecida em nosso inconsciente. Outra forma de redespertar são através de praticas rituais de purificação, de revitalização e redirecionamento da energia esssencial, de reidentificação com a feminilidade sagrada, com o Grande Feminino: a mãe Terra, a avó Lua, a irmã Vênus, as madrinhas Pleiades etc….

A Mulher por muito tempo – e ainda, viveu em uma sociedade que a apontou e ridicularizou o seu poder. Implantando em seu inconsciente que a mesma era fruto proibido do Jardim do Éden, fazendo com que fosse gerado em seu campo emocional marcas que a flagelam e à deixam presa em um mundo de submissão e auto discriminação. Colocou a mesma em um papel de vitimização, fazendo com que criasse um padrão mental de servidora, negando o seu feminino e deixando de ocupar o seu verdadeiro lugar.

Quando a mulher começa entrar em contato com o mundo do Sagrado Feminino, ela começa a perceber e reconhecer o seu poder pessoal.

A pergunta de muitos ainda é: O que é o Sagrado Feminino?

O Sagrado Feminino é um mundo de mistérios e clareza. É permitir que a mulher e não só ela, mas ambos os sexos despertem em seu interior a energia feminina.

Todo ser humano traz dentro de si duas polaridades: masculino e feminino, yang e yin. Com a era patriarcal, explorou-se o masculino anulando a energia feminina, criando uma sociedade que há todo momento compete pelo poder, robótica e mental. Perdendo-se a energia do Amor, da Compaixão e do Respeito mutuo, é necessário que essas duas polaridades estejam equilibradas para o ser humano estar em paz.

Conscientizar-se e buscar esse conhecimento é dar os primeiros passos em um mundo novo , aonde começa-se a perceber que a mulher é cíclica e os seus ciclos como donzela menina menarca (1° menstruação), despertar da sexualidade, despertar do amor humano, gravidez, menopausa e idade sábia são processos naturais. Quando passa-se à entende-los dessa forma ela não mais os recrimina, aceita-os ,e não mais coloca-se em um papel de vitimização e de sentir-se o patinho feio da lagoa. Ela não mais se sente inferior, suja, estranha ou culpada por sangrar. Ela passa a ver a sua menstruação como um processo fisiológico e natural, lembrando que esse também é parte da sua sexualidade.

A sua sexualidade passa a não ser mais objeto de vulgarização, mas sim do seu poder e de seu conhecimento.

Despertar o Sagrado Feminino, é deixar a Mulher Sábia, a conhecedora de si nascer. É conhecer-se e adentrar em um mundo de amor próprio, aonde respeita-se o seu mundo interior e com isso o seu exterior.

É conectar-se e religar-se com a energia feminina que existe no Universo; a Mãe Natureza, aquela que gera, cria, nutre e há vida em tudo.

Quando a mulher permite essa conexão com a Mãe Natureza, ela começa entender que como há ciclos na mesma, em sua vida esses também serão constantes. Aceitar esses ciclos, é conhecer-se, entender-se e assim libertar-se de emoções reprimidas, medos e apegos.

É válido lembrar que os problemas relacionados ao útero, ovários, a sexualidade e a saúde da mulher tem a sua origem nessa carga emocional que ela carrega por anular-se e rejeitar-se.

Despertar o Sagrado Feminino é um processo de conhecimento, aceitação e respeito. É Despertar a consciência do Amor e dar à si de presente uma nova vida e um novo aconchego.

As mulheres precisam voltar a resgatar a sua origem, relembrar o que nossas ancestrais nos deixarem, reunir-se em círculos, curar-se umas as outras, religar-se a Mãe Terra e assim despertar uma nova consciência do que é SER MULHER !”

..

O termo Sagrado Feminino vem conquistando a nossa atenção. Certamente há um lugar dentro de nós mesmos que exige que nos alimentemos de algo maior o qual às vezes não se sabe bem como acessar.

O Sagrado Feminino é a conexão mais profunda que não é alimentada simplesmente pelo o ato ter fé e sim com o fluxo do religare, ou seja, equilibrar as nossas energias masculinas e femininas, e transferir esse equilíbrio em todas as áreas de nossas vidas, incluindo a nossa espiritualidade.

Este processo exige concentrar na individualidade, o feminino é a conexão com a unidade divina. A perspectiva masculina é o obter a força de execução, que é o poder de ação.

A integração do Sagrado Feminino em nossas vidas é o equilíbrio das energias femininas e masculinas que proporciona o ampliar da nossa visão essencial para o nosso amadurecimento contínuo emocional e espiritual.

É tempo de acolher e honrar o poder e liderança de energia Sagrada Feminino dentro de todas as mulheres e todos os homens. Devemos primeiro equilibrar as energias em relações com as mães, avós, irmãs e da linhagem de nossa ancestralidade.

Honrar a energia Sagrada Feminino dentro de nós, ao nosso redor cultural e existencial mudará as relações serão certamente ajustada e a nossa responsabilidade como homens e mulheres serão harmonizados.

Com os princípios do Sagrado feminino nos rendemos a tudo e saberemos instintivamente que a ligação entre a escuridão e a luz, a dor e alegria, na doença e na saúde é simbiótica. Não podemos ter um sem o outro.

Trabalhar o Sagrado Feminino nos encoraja ter o coração aberto e permitir que as nossas feridas sejam “curadas”. Nossas feridas internas e a sombra nos impede normalmente de acessar o nosso talento. E o contato com a perspectiva do Sagrado Feminino elimina a escuridão, trazendo a deriva a felicidade e o prazer de Ser e de está consigo mesmo.

Vários grupos se utilizam o formato para aderir ao fluxo do Sagrado. Bastante conhecido nas rodas xamânicas exclusivamente à mulheres.

Mas este não é um legado somente feminino. Ao masculino também. Interagindo e conhecendo suas forças intuitivas.

..

O mundo de hoje exige muito de todos. As mulheres desenvolveram uma expressão masculina, acreditando ser a forma ideal para se posicionar diante dos desafios. Com isso, atrairam diversos questões para suas vidas, como por exemplo, ausência de um companheiro, problemas no sistema reprodutivo, sobrecarga no trabalho. O resultado dessa distorção trouxe um reconhecimento da sociedade no ambiente professional, mas uma sensação de vazio, de angustia, por estarmos no papel errado.

Existe maneiras de reaproximar  dessa essência feminina através de práticas antigas e métodos modernos.

Nosso corpo será nosso guia para esse reencontro, com práticas de yoga, movimentação corporal, meditação, reflexão, roda de mulheres e conversas que nos trazem de volta para nosso eu interno. Você aprenderá sobre sua anatomia, seus hormônios e os ciclos que ocorrerão ao longo da sua vida.

 ….

O (reativaçao …) ressurgimento do Sagrado Feminino nos traz uma nova visão espiritual. A espiritualidade centrada no culto à Deusa implica no respeito à natureza e à vida em todos as suas manifestações, no cultivo da compaixão e aceitação nossa e dos outros, no reconhecimento da intuição e sabedoria existentes – mesmo que latentes – em todos nós, na celebração alegre da unidade com toda a criação.
Para sentir o poder da Deusa, comece a perceber o sagrado em tudo que a cerca, em cada dia, em cada lugar. Talvez precise de algum tempo para notar e experimentar conscientemente momentos, vivências, encontros, que antes passavam de forma fugaz sem que você percebesse o seu valor. Adquirindo uma nova consciência a sua vida torna-se mais rica, um acontecimento ou encontro não mais é algo fortuito, as “coincidências” passam a ser facetas da sincronicidade cósmica.
A mulher tem um enorme poder dentro de si. Não é o poder sobre alguém ou contra alguém, é o seu poder inato e ancestral, a sua intuição, percepção, compreensão, compaixão, criatividade, amor e conexão – consigo mesma, com os outros, com o Divino.

Nas antigas tradições e culturas o poder criativo e renovador da Deusa eram o símbolo da própria vida, a Terra e a mulher eram consideradas sagradas sendo suas representações. Nos cultos e mistérios femininos honravam-se os ciclos eternos que marcavam a vida do renascimento à morte, e desta para um novo início através do renascimento. Vida e morte eram interligadas de forma misteriosa e divina, competindo às mulheres as tarefas de recepcionar e cuidar da vida (como parteiras, mães, curandeiras), assistir e auxiliar as transições (como xamãs e sacerdotisas) e servir como intermediarias entre o humano e o divino (profetisas, oráculos).

O poder da Deusa possibilita a expansão do potencial emocional, mental, criativo e espiritual inatos em cada mulher. O poder da mulher está na sua sabedoria, a compreensão intuitiva, imparcial e sábia dos processos e das surpresas da vida. Nem toda mulher pode ser jovem, bonita, culta, rica, mas todas as mulheres podem se tornar sábias, permanecendo serenas no meio do tumulto.

As mulheres que almejam o poder da Deusa cultivam uma forma diferente de espiritualidade, buscando expandir sua consciência, honrando a vida em tudo ao seu redor e transformando o mundano em sagrado. A chave para a transformação espiritual é o enriquecimento e o aprofundamento de sua vida interior, podendo assim acessar e confiar no seu Eu Superior.
Para nutrir e embelezar nossas vidas podemos usar inúmeros recursos, simples ou elaborados, como alguns dos seguintes:

1. Crie um espaço sagrado no seu lar, não somente através de um altar, mas usando sua inspiração, imaginação e amorosidade para que todos se sintam bem, protegidos, nutridos e amados;
2. Crie momentos sagrados – para si mesma ou compartilhando-os com amigos e familiares – caminhando na natureza, ouvindo música suave, jantando a luz de velas, lendo textos que nutram a alma, enriqueça a sua mente e elevem o espírito;
3. Entre em comunhão com a natureza, honrando a Deusa em todos os seus aspectos e manifestações. Não basta encher sua casa de plantas se você não entrar em contato real e profundo com a terra, a chuva, o vento, as nuvens, o Sol, a Lua, os animais – seus irmãos de criação;
4. Respire e consagre seu corpo como a morada da sua alma durante esta encarnação. Procure viver de forma saudável, fazendo suas opções com consciência, sem se agredir e sem culpar – a si ou aos outros – pelos seus problemas ou compulsões. Coma bem para viver melhor. Observe suas fugas e compensações, cuide da sua “criança” carente ou ferida ajudando-a a crescer, curando-a com amor e dando-lhe os meios adequados para se tornar forte e auto-suficiente;
5. Manifeste sua criatividade – escreva, borde, pinte, desenhe, faça colagens, modele argila, cante, recite, dance, aprenda algo novo, componha um poema ou canção, faça pão, comece um diário de sonhos. A mulher que não dá vazão construtiva à sua imensa capacidade criativa pode torná-la em energia destrutiva – contra si ou contra os outros;
6. Coloque em prática os ensinamentos espirituais. Não se contente em ler inúmeros livros ou participar de cursos e workshops se você não pratica aquilo que aprendeu. Para mudar, precisa viver de forma consciente, reconhecer e transmutar seus pensamentos negativos e ser sincera nas avaliações – suas e dos outros. Todas as experiências dolorosas da vida são aprendizados cujas lições podem contribuir para sua transformação. Algumas mensagens levam momentos para serem assimilados, outras, meses ou anos. Quando começar a compreender o significado dos acontecimentos da sua vida, você começou a crescer de fato e assim poderá abrir novas portas na sua vida, se usar a chave certa;
7. Encontre o equilíbrio entre o falar e o silenciar, se movimentar ou se aquietar. Procure se relacionar com pessoas que compartilham das mesmas buscas e que têm o mesmo nível vibratório. Participe de círculos de mulheres em que possa encontrar apoio para a sua jornada espiritual, em que possa confiar para expressar suas dores ou suas conquistas. Celebre a Deusa sozinha ou em grupo, encontrando assim a verdadeira fonte de seu poder, da sua cura e transformação. Cultive a Deusa dentro de você reconhecendo a sacralidade do seu corpo, da sua mente, das suas emoções, da sua vida. E ao reconhecer a Deusa dentro de si, você se tornará uma com Ela.

por Mirella Faur in www.sitioremanso.multiply.com

O que você irá aprender?

YOGA PARA MULHERES

O que é yoga para mulheres? Por milhares de anos, o yoga tem sido passado de homens para homens. Só nos últimos 100 anos ele se tornou acessível para o sexo feminino. E agora a maioria das praticantes são mulheres. Como adaptar a poderosa prática de yoga de modo a respeitar e fortalecer a nossa contribuição única para o planeta como mulheres? Como podemos cultivar, respeitar e honrar profundamente nossos ciclos e fases da vida através da prática de yoga?  Como podemos empoderar nossas práticas para incluir a feminilidade?

RODA DE MULHERES

A grande queixa moderna é uma sensação de solidão e isolamento. A grande resposta para isso é a roda. Através da roda, vemos um pouco de nós em cada história e temos o privilégio de viver fases da vida das mulheres, das mais jovem as mais experientes. Assim, construímos uma rede de suporte e afetividade, começando em nós e fluindo até o próximo.

OS CICLOS DAS MULHERES

Respeitar a natureza da mulher é viver em harmonia com a transformação, com seus ciclos. A vida de mulher está constantemente em fluxo. Aprender a conhecer os fluxos é uma grande ferramenta e guia para resgatar a sabedoria. Começamos entrando na menarca, continuamos possivelmente com a maternidade e entramos no climatério e, por fim, menopausa. Temos nossos próprios ciclos – primavera, verão, outono e inverno. Todos esses períodos tem suas qualidades e desafios que precisam ser vividos, desfrutados e potencializados.

SEXUALIDADE E ESPIRITUALIDADE

Nós fomos ensinados que quanto mais sexual somos, menos espiritual somos. Como podemos acessar todo o poder que a sexualidade nos traz, de modo a estarmos cada vez mais ligados à nossa espiritualidade? Vamos explorar esse delicado território abordando todos os aspectos de nós mesmos, incluindo nossa sexualidade através da percepção do Sagrado.

MATERNIDADE

Mundialmente, as mulheres estão adquirindo cada vez mais papéis. Entramos em uma posição de supermulher, e ser mãe é uma dos maiores desafios. Como mantemos nossa individualidade e identidade como mulher quando temos filhos? Como achar equilíbrio entre trabalho e família? O que fazemos com toda a sobrecarga adquirida ao longo de nossos anos? Quais sãos as consequências da maternidade precoce para a mulher moderna?

MAPEANDO O ASSOALHO PÉLVICO

A prática feminina é totalmente incorporada. Para as mulheres o útero é o segundo coração (ainda que tenha sido retirado, a energia do orgão permanece). Entrar em contato com nosso sistema reprodutivo e orgãos sexuais faz parte de uma prática plena para a mulher, onde ela tem acesso a todo seu poder inato.

MEDITAÇÃO

A própria meditação foi criada e passada por homens num ambiente onde genero é considerado irrelevante. Mas não é só o corpo físico de mulher que é diferente que de homem, seu sistema energético também é diferente. Como mulheres, precisamos conduzir a energia de cima para baixo e conectar com a Terra e usar meditação para despertar a própria intuição.

“A espiritualidade centrada no Sagrado Feminino proporciona uma nova visão da Terra e da mulher. Propondo a renovação individual, coletiva e global e a expansão da consciência.” – Mirella Faur

“Grupos conduzidos por e para mulheres são nosso refúgio psíquico;
nosso local para descobrirmos quem somos
ou o que podemos nos tornar como seres integrais e independentes.
Em algum momento em nossas vidas,
cada uma de nós precisa de um território livre.
Um pequeno território psíquico.
Você tem um?”
Gloria Steinem
“Eu sou um círculo /  Eu vou te curar
 Você é um círculo / Você vai me curar 
Unidas somos UM”
Canção da Espiritualidade Feminina,
auto desconhecido
“O processo de criação de uma nova cultura onde pode, beleza e mistério coexistirem não é algo que possa ser adiado. Para tal precisamos nos engajar na jornada interna que leva à profunda transformação do registro patriarcal na psique feminina.
É um privilégio estar viva como mulher neste momento crucial de despertar. Você é parte desta re-emergência, eu também sou. Isto está acontecendo nos mais diversos contextos culturais. É um fenômeno global.”
May East
“O Círculo é um princípio e também uma forma. Ele age contra a ordem social, a compartimentalização, superior/inferior, a hierarquia que compara uma mulher às outras. (…) Cada mulher, em cada círculo, que se transforma através de sua experiência nele, leva estas mudanças para outras relações. Até que, em um determinado dia, um novo Círculo se formará e ele será o Milionésimo Círculo – aquele que faz a diferença – e nos levará a uma era pós-patriarcal.”- Jean Shinoda Bolen, O Milionésimo Círculo
 “As mulheres honram o seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimento intuitivo inerente a sua natureza receptiva. Ao confiar nos ciclos dos seus corpos e permitir que as sensações venham à tona dentro deles, as mulheres vêm sendo videntes e oráculos de suas tribos há séculos. As mulheres precisam aprender a amar, compreender, e, desta forma, curar umas às outras. Cada uma delas pode penetrar no silêncio do próprio coração para que lhe seja revelada a beleza do recolhimento e da receptividade”.
Jamie Sams